Contabilidade

O Futuro da Contabilidade no Brasil

Por: Reinaldo Luiz Lunelli*

Técnica apurada, raciocínio lógico e matemático, habilidade para tratar com números e facilidade na interpretação de informes financeiros. Essas são apenas algumas das características que precisam estar presentes nos profissionais de contabilidade; uma área que vem se renovando a cada dia e que hoje faz do contador um profissional indispensável dentro de qualquer empresa.

É verdade que o curso de contabilidade não é a primeira opção da maioria dos estudantes de ensino médio, mas também não se trata de um curso desconhecido para os estudantes. A cada ano que passa aumenta o número de cursos em Ciências Contábeis e por consequência, aumentam também os profissionais formados. Uma pena que nem todas as instituições aplicam em seus métodos de ensino, a qualidade necessária para a formação de profissionais de acordo com as exigências do mercado.

Nas boas faculdades, as disciplinas possuem uma linha voltada à controladoria e são mais focadas na gestão, exigindo uma base de conhecimento bastante ampla, não somente técnica, mas sem esquecer os fundamentos tão importantes para a profissão. É preciso estar preparado para auxiliar os empresários nas tomadas de decisões e não só na escrituração mensal. Aliás, este contador que apenas registrava os fatos contábeis está em extinção e se deseja manter-se no mercado, cada vez mais competitivo, vai precisar se atualizar.

Eu acredito que a contabilidade é sim, a profissão do futuro, mas para isso nós contabilistas, sindicatos e conselhos (federal e regional) precisam ser mais atuantes. Os profissionais precisam realizar os serviços com a máxima qualidade e zelo que as informações e nossos clientes merecem. Os sindicatos e conselhos precisam mostrar mais ao mercado a nossa importância e cobrar dos governos atitudes que nos auxiliem e não que nos tornem escravos de obrigações acessórias que se multiplicam.

Em tempos de mudanças na economia mundial e nacional, a profissão se torna ainda mais valorizada, todas as empresas desde o momento de sua constituição precisam de um contador para efetuar e se responsabilizar pelo processo de abertura. Com a valorização do mercado brasileiro, muitas empresas de fora estão vendo a possibilidade de investir no Brasil, abrindo filiais ou até mesmo investindo em empresas brasileiras. Como todos os investidores exigem ver os reais resultados de seus investimentos, os contadores tornam-se fundamentais e devem estar preparados para o mercado.

Faça a sua parte. Exija qualidade máxima de seus serviços e cobre um valor justo por isso, não desvalorize nosso trabalho e nossa profissão. O futuro da contabilidade no Brasil só depende de nós profissionais e das entidades de classe que nos representam, das quais nós também devemos exigir maior empenho.

*Reinaldo Luiz Lunelli é contabilista, auditor, consultor de empresas, professor universitário, autor de diversos livros de matéria contábil e tributária e membro da redação dos sites Portal Tributário e Portal de Contabilidade.

Contabilidade

Contabilistas no Serviço Público

Não é à toa que o serviço público precisa muito de contadores, contabilistas ou analistas contábeis, para exercerem o controle contábil e orçamentário dos órgãos e entidades públicas.

A atuação do contabilista é bastante ampla: na área administrativa, econômica, jurídica, tributária e política. Existem diversos concursos públicos que selecionam contadores para a atuação na área de fiscalização e auditoria, avaliando a situação patrimonial e financeira da instituição para produzir relatórios e pareceres técnicos da situação.

Não existe um perfil de órgão público que mais abra concursos para contadores, atualmente verificamos que diversos tipos de órgãos públicos oferecem vagas para candidatos com graduação em contabilidade, entre eles: Prefeituras (cargo de contador), Polícia (cargo de perito), Tribunais e Ministérios Públicos (consultor contábil e fiscal de procedimentos e normas), Universidades e Escolas Técnicas (cargo de professor), Assembleias Legislativas (cargo de assessor técnico) etc.

As principais atividades descritas nos editais e que serão exercidas pelos contabilistas são: avaliar, classificar, registrar e analisar fatos contábeis, financeiros, orçamentários e fiscais; realizar outros trabalhos de natureza contábil, além de executar, planejar, orientar e coordenar tarefas relativas ao controle financeiro e fiscalização de atos e fatos administrativos que demonstrem a situação econômico – financeira da entidade, além de realizar auditorias e perícias contábeis.

Justamente por todo este conhecimento envolvido, das obrigações legais e da importância cada vez maior deste profissional nas empresas; o trabalho contábil é cada vez mais requisitado, sendo raro o desemprego ao profissional desta área. É claro que não basta ser contador; o mercado exige qualificação e atualização constante.

O setor público oferece várias oportunidades para você que é Contador, pois há necessidade de um profissional desta área nas diferentes esferas do setor, que controle as finanças, a contabilidade e a atividade econômica, mas é preciso estar atualizado.

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Notícias de Contabilidade

Notícias Contábeis 28.05.2013

GUIA CONTÁBIL ON LINE

Distrato Social

Tributos Sobre Vendas

Comissão de Valores Mobiliários – CVM

ARTIGOS E TEMAS

As Entidades sem Fins Lucrativos e as Normas Internacionais de Contabilidade

Obrigação de Prestar Informações: Serviços e Operações com Intangíveis no Exterior

Simples: Tão Simples Assim?

DESTAQUES E NOTÍCIAS

Contabilista: Expresse sua Opinião!

Caixa Exige Certificação de Pequenas Empresas a partir de 30/Junho

A Responsabilidade Civil Provocará Uma “Peneirada” nas Empresas Contábeis

ENFOQUES TRIBUTÁRIOS

Remuneração de Sócio Pessoa Física – Pró Labore, Lucro ou Juros Sobre Capital Próprio?

ICMS – Importados – Novas Disposições sobre Operações Interestaduais

MEI – Encerra dia 31/05 o Prazo Regular para Entrega da DASN-SIMEI/2012

PUBLICAÇÕES ATUALIZÁVEIS

Contabilidade Pública

Regimes Tributários Especiais

Manual para Elaboração da DFC e DVA

Contabilidade

Fixação de Honorários

Por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador do Portal de Contabilidade

Todo profissional que presta serviços precisa atender suas necessidades e de sua família, devendo fixar adequadamente o preço de seus honorários.

Os médicos, recentemente, fizeram greve, reivindicando aumento de honorários que lhes pagavam os planos de saúdes. Outras categorias, como dentistas e advogados, mantém tabelas de referência de preços dos seus serviços.

Os profissionais de contabilidade, por executarem milhares de tarefas, anualmente, com regularidade ou não para seus clientes, precisam aferir se tais remunerações recebidas cobrem adequadamente todo investimento feito (treinamento, cursos, instalações, programas de computador, encargos, tributos, taxas dos conselhos e demais despesas de custeio), além de um lucro (reserva) para situações de risco ou não, como doenças, férias, responsabilidade civil, etc.

Não basta ter uma tabela para cobrar, pois, por exemplo, um preenchimento de declaração do imposto de renda, para um contribuinte, é mais complexo que outro contribuinte, mesmo com a mesma renda (seja porque um deles tem poucas deduções e renda, seja porque outro tem operações especiais, em bolsa, negócios imobiliários, transações e rendimentos com o exterior, entre outros).

Cobrar o mesmo não significa justiça. A cobrança deve ser feita por medição (atividade). Um escritório contábil, com dezena de clientes, precisa aferir quais tarefas (atividades) são mais exigidas, em que proporção, por determinado cliente, para fixar de forma justa, transparente e adequada os respectivos honorários.

Somos profissionais que tem, por sua natureza, facilidades em cálculos e análises, por isso, em tese, o cálculo dos honorários não deveria ser tão diferente da efetiva realidade. Como consultor, atuando vários anos em várias empresas, sempre tive o cuidado de observar com atenção as exigências específicas de cada cliente, o tempo consumido, as viagens necessárias e outros aspectos, para fixar adequadamente os honorários.

Na obra Perícia Contábil, faço detalhamento prático de como orçar um honorário pericial. Para atividades contábeis regulares (escritórios contábeis), sugiro atenta leitura da obra Como Fixar Honorários Contábeis, do meu colega, conhecido e amigo Gilmar Duarte da Silva.

Em resumo, havendo uma ponderação correta dos fatores que levam ao consumo de cada serviço (tempo e recursos), há possibilidade de fixar de forma mais justa possível os honorários. Talvez você, gestor de escritório contábil ou profissional liberal, tenha clientes em sua carteira de negócios que simplesmente estão lhe dando prejuízo financeiro, sendo suportado por outros clientes, que estão lhe pagando para manter referido cliente… Que tal avaliar esta situação e poder aumentar seus rendimentos, de forma justa e coerente?

Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes. Clique aqui para mais informações. Coletânea de assuntos relativos à teoria e prática de perícia contábil. Além de uma linguagem acessível, é uma obra atualizável. Inclui a legislação vigente aplicável ás perícias.  Exemplos de laudos e perícias contábeis. Clique aqui para mais informações.

Notícias e Enfoques

DACON – Cancelamento de Multas

Ficam cancelados os lançamentos referentes às multas aplicadas pelo atraso na entrega dos Demonstrativos de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon), relativos a fatos geradores ocorridos nos meses de outubro de 2012 a março de 2013, transmitidos no prazo determinado pelo art. 1º da Instrução Normativa RFB 1.348/2013.

Base: Ato Declaratório Executivo RFB 3/2013

Manual prático e teórico sobre defesa administrativa tributária, incluindo procedimentos de como atender à fiscalização. Abrange orientações de como fazer uma defesa fiscal administrativa, no âmbito da Receita Federal. Contém modelos de impugnação! Clique aqui para mais informações.

Registro

Recadastramento CRC – Informações

Em 31 de março de 2013 venceu o último prazo do recadastramento nacional dos profissionais da contabilidade, conforme determinação do Conselho Federal de Contabilidade.

O procedimento é obrigatório aos profissionais da contabilidade com registro originário, transferido ou provisório, ativos no seu respectivo CRC, de acordo com a Resolução CFC nº 1.404/12, publicada no Diário Oficial da União de 10 de setembro de 2012. A exigência tem por finalidade atualizar os dados relativos aos registros profissionais.

Nem todos os profissionais, porém, cumpriram a obrigação até aquela data, ficando em situação pendente perante seu CRC como disposto no § 3º do artigo 5º, da Resolução CFC 1.404/12: “O profissional que não efetivar o seu recadastramento e/ou não apresentar a documentação exigida será considerado em situação pendente no seu respectivo CRC”.

Assim, os profissionais que não se recadastraram no prazo, ao tentarem: 1) emitir decore; 2) inscrever-se em evento, curso, treinamento, etc., promovidos pelo CFC/CRCS; e 3) votar, serão impedidos. Nessas circunstâncias, aparecerá uma mensagem informando: “Prezado (a) profissional, para acessar esta página, o (a) senhor (a) deve fazer seu recadastramento, por meio do site do CRC de sua jurisdição. Obrigado”.

Para conseguir acessar os itens acima, portanto, esses profissionais deverão primeiramente proceder ao recadastramento. É mais uma oportunidade para fazê-lo.

Fonte: site CRC-PR 23.05.2013.

Conciliações, Controles e Encerramento das Demonstrações Financeiras. Atualizado de acordo com a Lei 11.638 de 28 de dezembro de 2007. Abrange as principais contas contábeis e tópicos que merecem atenção especial no momento da elaboração das demonstrações financeiras. Cada conta é analisada individualmente e traz o detalhamento para a sua conciliação e os controles internos necessários. Clique aqui para mais informações.

Notícias e Enfoques

CONTABILISTA: EXPRESSE SUA OPINIÃO!

Por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador do Portal de Contabilidade

Ao longo dos últimos anos, tenho observado que a classe contábil tem manifestado sua opinião sobre os assuntos profissionais e relacionados, tanto em blogs quanto nas mídias tradicionais.

Esta saudável manifestação trouxe à baila assuntos relevantes, não só para nossa classe como para o país, entre os quais:

  1. O envolvimento com campanhas contra a alta de impostos, como a MP 232 e Xô-CPMF, com participação direta dos CRCs, Sindicatos da Categoria e com colaboração maciça dos profissionais liberais de todo país.
  2. A discussão sobre a excessiva multiplicação de obrigações acessórias complexas, a incidência de multas de valores significativos e a desconsideração, pelas autoridades fazendárias, dos relevantes serviços executados pelos contabilistas nas apurações de tributos, controles e apoio a população carente (como mutirões para preenchimento e entrega da Declaração do Imposto de Renda – Pessoa Física).
  3. A divulgação das doações e deduções fiscais para os Fundos da Criança e do Adolescente, Fundo dos Idosos e outras possibilidades de doações incentivadas.
  4. Debates relevantes sobre a aplicação de Normas Internacionais de Contabilidade, e seu extremismo no Brasil (pequenos empreendimentos e entidades sem fins lucrativos são obrigados a cumprir as normas internacionais – em nenhuma parte do mundo existe um radicalismo tão grande com a abrangência de tais normas como no Brasil).

Mas reconheço que ainda temos que avançar. Nossa classe científica, que vive e coopera diariamente com empreendedores de todo país, deve avançar nas discussões e proposições de mudanças, tais como: reforma tributária, simplificação burocrática para os pequenos empreendimentos, redução de tributos, combate à corrupção e avanços na transparência das contas dos governos Federal, Estaduais e Municipais.

Conclamo você a escrever para o CRC de seu Estado, seu Sindicato e outras entidades que participa, meios formais (jornal, rádio, televisão, revistas) ou mesmo elaborar proposições abertas ao público (blogs) – não podemos mais ficar alheios às mudanças necessárias no Brasil, especialmente aquelas que atingem diretamente a população e aos negócios e empreendimentos sociais.

Se nos calarmos agora, nossa omissão será uma das causas da continuidade do sentimento de frustração que acomete os empreendedores e profissionais desta Nação. Afinal, somos quase 500.000 profissionais no país – temos força suficiente, temos votos, temos participações e lideranças, capacidades e visão necessária para colaborar com um Brasil livre da corrupção, dos desperdícios, da negligência com os recursos públicos e com a imposição de regras tributárias, contábeis, trabalhistas e previdenciárias absurdas, que inibem negócios e o crescimento econômico e social que tanto almejamos.

Notícias e Enfoques

As oportunidades para Empresas Contábeis

O ano de 2013, nomeado por entidades de classe como o ano da contabilidade, é uma realidade quando se pensa nas mudanças ocorridas numa profissão que não consegue atender toda a atual demanda de mercado.

Vagas para áreas especializadas do segmento contábil não são preenchidas e um estudo de uma respeitada empresa de consultoria em recursos humanos apontam que a média salarial de um cargo de analista contábil cresceu 24,9% somente em 2012 colocando a profissão entre as cinco maiores valorizações do mercado nesse ano.

Paralelamente, a demanda por serviços para empresas qualificadas também não para de crescer e uma porta de oportunidades surgem para escritórios de contabilidade capazes de atendê-la.

Segundo constatei nas analises que realizei nos dados do Conselho Federal de Contabilidade o número de organizações contábeis (sociedades) cresceu em maio de 2013 16% quando comparado com dezembro de 2011. Os dados mostram também que o crescimento das empresas individuais de contabilidade cresceu no mesmo período somente 1,5% o que indica o movimento das empresas contábeis de se solidificarem em forma de sociedade profissional.

Mesmo com esse crescimento de empresas de contabilidade, faltam empresas e profissionais qualificados para atender todas as necessidades de mercado. Esse cenário vai se acentuar ainda mais nos próximos anos, visto que a maioria das empresas registradas no Brasil, as micros e pequenas empresas, estão começando a sentir agora os reflexos das novas exigências a atender.

Qual é o segredo para que uma empresa de contabilidade possa ser bem sucedida nesse novo cenário? Primeiramente, é necessário possuir uma exímia qualificação técnica, especialmente em temas ainda pouco dominados pelo mercado e onde a concorrência é significativamente menor. Um dos erros cometidos por entrantes no mercado contábil é oferecer o que a grande maioria já está oferecendo e assim enfrentando dificuldade de se posicionar com rentabilidade, por isso, qualifique-se para que a sua empresa possa dispor de diferenciais técnicos.

Outro aspecto fundamental é que elas devem ser administradas com alto grau profissionalismo nas relações com os stakeholders. A figura do contador amigo existe, mas os limites dessa relação especialmente com os clientes devem ser respeitados. Nesse aspecto destaco a importância de manter contratos profissionais, instruções devidamente documentadas, adimplemento de honorários e outros. Nas consultorias que realizo em todo o Brasil posso afirmar que há muito campo de melhoria nesse sentido.

Oportunidades e desafios andam lado a lado e hoje é o momento para aproveitar as novas oportunidades do mercado contábil que significarão o sucesso de muitas empresas, desde que elas estejam preparadas para os novos desafios que a profissão contábil tem.

Anderson Hernandes – site CFC – 22.05.2013

Guia para implementação das rotinas contábeis segundo o IFRS - padrão contábil internacional - nas PMEs.Empresas que realizam a análise de crédito, instituições financeiras e usuários externos já utilizam e exigem as demonstrações contábeis de acordo com o padrão contábil internacional IFRS - International Financial Reporting Standards.Com linguagem acessível, a obra facilita ao usuário a implementação do IFRS, destacando as principais contas, grupos e demonstrativos contábeis obrigatórios. Clique aqui para mais informações. Escritórios contábeis e profissionais de contabilidade têm um dilema: quanto cobrar de seus clientes? Agora chega às suas mãos um guia prático, passo-a-passo, de como fazer este cálculo de forma adequada. Com linguagem acessível, a obra facilita ao profissional contábil determinar com máxima precisão o preço de seus serviços a clientes e potenciais clientes. Clique aqui para mais informações.

Notícias e Enfoques

Escrituração Contábil Digital – Dificuldades na Autenticação

A Receita Federal do Brasil disponibiliza, no sitio do Sped, quantitativos de livros digitais apresentados e a situação em que se encontram. Numa rápida avaliação, constata-se de 58% dos livros analisados pelas juntas comerciais são indeferidos, colocados em exigência ou substituídos.

Cientes do fato, a Fenacon, o Conselho Federal de Contabilidade, a Receita Federal do Brasil, o Departamento de Registro Empresarial e Integração (antigo DNRC) e Juntas Comerciais se reuniram e elaboraram um check-list para evitar a ocorrência dos erros mais comuns.

O objeto é que os contadores, antes do envio do Sped Contábil, utilizem o check-list para verificar se os termos de abertura, termo de encerramento e requerimento de autenticação do livro atendem aos requisitos legais.

Outro problema que fica bastante evidente e que as empresas não estão atentar ao andamento dos trabalhos de autenticação. Existem mais de 110.000 livros em exigência, ou seja, dependendo de providências das empresas. Se elas não forem atendidas no prazo de 30 dias, deverá efetuar novo pagamento do preço da autenticação.

Existem 3 caminhos para acompanhar o andamento do trabalho de autenticação:

1. Utilizando, no Programa Validador e Assinador – PVA, a funcionalidade “Consulta Situação”. Para isto, a ECD deverá estar na base do PVA;

2. Na página principal do sitio do Sped (http://www1.receita.fazenda.gov.br/Sped/), pela funcionalidade “Consulta Situação”. Ela independe da presença de quaisquer arquivos relativos à ECD no equipamento utilizado para consulta. Para facilitar, é conveniente identificar o arquivo do requerimento ou do recibo de transmissão;

3. Utilizando o programa ReceitanetBX sendo exigido certificado digital da empresa, ou do representante legal ou do procurador (procuração eletrônica da RFB). Link: http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoafisica/receitanetbx/

É importante destacar que a legislação sobre as penalidades relativas a livros digitais foi alterada. Agora, são punidos, também, os casos de apresentação de escrituração digital com informações inexatas, incompletas ou omitidas com multa de 0,2%, não inferior a R$ 100,00, da receita bruta do mês anterior ao da apresentação.

Não bastasse a penalidade, a escrituração contábil somente faz prova contra o empresário quando não revestida de todas as formalidades, dentre elas a autenticação.

Faça o download do check-list no link AQUI

Fonte: Fenacon 21.05.2013

Governo

Simples, tão Simples assim?

Por Júlio César Zanluca – contabilista e coordenador do Portal de Contabilidade

Desde que foi lançado em 2006 (com início de vigência para 01.07.2007), o Simples Nacional provocou e provoca polêmicas e dores de cabeças nos contabilistas e empresários.

Dentre as questões do “simples complexo”, temos:

1. A exigência da substituição tributária para as empresas optantes pelo Simples – ora, se o objetivo era simplificar, porque estados despejam normas obrigando as empresas que vendem mercadorias a pagar antecipadamente o ICMS devido nas operações subsequentes do comprador? Tem lógica isto?

2. O disparo de alíquotas mais elevadas quando o faturamento cresce. Às vezes, por R$ 0,10 ou pouco mais, o total do Simples (alíquota) se enquadra na faixa seguinte da tabela. Faturando R$ 0,10 a mais num determinado mês, ocorrem situações reais absurdas, como um empresário teve que pagar mais de R$ 1.000,00 de acréscimo de tributos a recolher no Simples porque o faturamento subiu apenas R$ 0,20 no acumulado de 12 meses e enquadrou-se na faixa subsequente!

3. O Simples não simplificou significativamente as rígidas normas trabalhistas brasileiras. Continua a burocracia na contratação e demissão de empregados e outras centenas de exigências paralelas, burocráticas, tanto previdenciárias quanto trabalhistas.

4. Exigência de nota fiscal eletrônica e outras formalidades tributárias, que exigem investimentos em informática, são exigidos tanto das micro empresas quanto de uma empresa que fature R$ 100 milhões por mês…

5. Apesar de muito propalada, a tal da contabilidade simplificada para as empresas do Simples é ambígua  pois “exige-se” a aplicação das normas de “contabilidade internacional” para todas as organizações do Brasil (nenhum lugar do mundo a exigência é tão significativa a ponto de abranger micro negócios…). Concordo com a exigência de contabilidade para todas as organizações (pois ela é útil e necessária, como ferramenta gerencial, de controle, para fins de planejamento fiscal e apuração de haveres, etc.), mas a aplicação da contabilidade internacional para empresas do Simples é uma aberração à brasileira…

5. Há empresas do Simples que não desejam crescer! Sim, porque se atingirem o limite de faturamento, ou terão que optar pelo Lucro Presumido ou pelo Lucro Real, gerando efeitos “catastróficos” nos custos tributários, cuja elevação pode chegar a 5% do faturamento ou até mais.

6. Há ainda o problema da cobrança de honorários contábeis. Muitos microempreendedores que recebem informações apenas pelas mídias tradicionais, não entendem que o “Simples” não é tão simples assim: há extensas exigências trabalhistas e previdenciárias (RAIS, registro de funcionários, cálculos trabalhistas, acordos coletivos, enquadramento sindical, formulário PPP, etc.), tributárias (DIRF, apuração do ICMS substituição, DAS, declarações anuais para os fiscos Federal, Estadual e Municipal, renovação de alvará, etc.) e legais (alterações de contratos sociais, contabilidade nos padrões internacionais, etc.).

Listei acima apenas alguns aspectos mais óbvios no Simples, que fazem dos contabilistas verdadeiros artistas que tentam conciliar as expressivas exigências burocráticas governamentais com a pressão dos clientes em “pagar menos pelo Simples”…

A classe contábil não pode ficar parada, à espera que algum “iluminado” do governo, dos sindicatos ou classe política reduzam as exigências sobre tais negócios. Há necessidade de mobilização, interação, reclamação, sugestão, movimentação, seja pela internet, presencialmente ou outros meios (mídia tradicional) para desmascarar o “Simples” e denunciá-lo como propaganda política, evidenciando seus defeitos e exigindo (não mais pedindo) mudanças imediatas, simplificação dos procedimentos e do número de declarações exigidas, etc.