Artigos, Governo

Merecemos Respeito!

Estamos presenciando um cenário de profundo desrespeito com a sociedade civil. A aprovação, pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 8.703/17 que cria o Fundo Especial de Financiamento de Campanha foi a evidência escancarada desta desmoralização.

Uma desmoralização de políticos, chamados de legítimos representantes do povo, que não se intimidam em votar na calada da noite a criação de um fundo público de aproximadamente R$ 1,7 bilhão para financiar campanhas eleitorais. É uma medida que vai ao encontro, exclusivamente, dos interesses de uma oligarquia que almeja garantir e perpetuar posições de poder e influência.

Presidente do SESCAP-PR Mauro Kalinke

De acordo com a presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB Paraná, Carla Karpstein, o Projeto prevê, por exemplo, que 2% do valor do Fundo sejam divididos entre todos os partidos; 35% entre aqueles que têm mais votos e maior número de deputados;  48% para os que têm pelo menos um representante na Câmara e 15% para quem possui mais senadores. Ou seja, não privilegia, tão pouco, a democracia e o surgimento de novas lideranças. Os recursos ficarão concentrados entre os mesmos. Outra determinação do Projeto é de que 50% de todo o valor do Fundo seja destinado às campanhas para presidente, governador e senador.

Este panorama se torna ainda mais alarmante frente à situação delicada nas esferas econômica e política, considerada a pior em 30 anos por diversos especialistas. Quando a inibição de investimentos e o desemprego são realidades claras, a destinação de um recurso da expressão de R$ 1,7 bilhão para financiamento de campanhas é claramente ofensivo.

Não há democracia quando se limita a oxigenação na política brasileira. Não há democracia quando não são levadas em consideração uma infinidade de sugestões encaminhadas pelas mais diversas entidades propondo uma Reforma Política mais digna. Não há democracia quando não há a valorização da comunicação. Não há democracia sem respeito.

Não devemos fraquejar. É preciso manter a voz e externar o repúdio ao Projeto, que afronta a sociedade brasileira.

O movimento encabeçado pela OAB Paraná, com o envolvimento do SESCAP-PR e dezenas de entidades paranaenses, rumo à exigência do veto ao PL 8.703/17 é apenas o primeiro passo nesta longa caminhada.

Estamos de olhos e ouvidos bem abertos e no que depender de nós, instituições representativas paranaenses, isso não irá seguir porque, diferente de muitos políticos, sabemos que o nosso dever é lutar pelo respeito e dignidade daqueles que representamos.

Mauro Kalinke – presidente do SESCAP-PR

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2015: Ano do Empresário Contábil

por Gilmar Duarte

(artigo enviado pelo autor em 19.01.2015)

No dia 12 de janeiro comemora-se o Dia Nacional do Empresário Contábil e nesta data o Sescap/PR elegeu 2015 como o “Ano do Empresário Contábil”. Ao longo do ano, o Sescap/PR pretende desenvolver projetos para valorizar a classe.

A classe empresarial contábil unida tem trazido significativos ganhos para a sociedade, o que pode ser exemplificado com a participação ativa no desenvolvimento e aprovação do projeto do Simples Nacional e, mais recentemente, com o Micro Empreendedor Individual (MEI).

Especialmente em função da carga tributária, o Simples Nacional permitiu que muitos empresários da indústria, comércio e da prestação de serviços pudessem se estabelecer e compreender as regras com maior clareza, facilitando o planejamento e o acompanhamento do tributo a ser recolhido. Sabemos que os empresários que estão fora do regime tributário do Simples Nacional têm grande dificuldade para entender todas as armadilhas que a legislação apresenta.

Em relação ao MEI, os contadores ainda mais têm se doado, ou seja, contribuem com a constituição jurídica dos pequenos empreendedores individuais e com a apresentação da primeira Declaração do Imposto de Renda sem que aja qualquer cobrança.

Sabemos que os serviços gratuitos para os MEI não se limitam a esses, mas o contador se solidariza vendo as inúmeras dificuldades e presta consultoria para que possam se estruturar, apostando no seu crescimento e que no futuro venha a ser um cliente do seu escritório e trazer resultados financeiros.

Mas o empresário contábil que tanto tem se doado para servir a comunidade também precisa de apoio para desenvolver o seu empreendimento. As orientações que necessita não são somente na preparação para prestar serviços de qualidade aos clientes, mas para fazer uma gestão do escritório com excelência e obter resultados financeiros positivos. Os empresários contábeis têm carência de ações para reduzir o aviltamento dos honorários, para saber como precificar corretamente os seus serviços e também para ensinar a vender, com valor, os seus serviços.

Nos últimos anos, o Sescap/PR tem cada vez mais se aproximado de seus associados. Tenho certeza que com a campanha “Ano do Empresário Contábil” lançada neste ano para valorizar a classe, a entidade também conquistará mais projeção. Se a entidade é forte, os contadores também o serão.

Gilmar Duarte da Silva é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor do livro “Honorários Contábeis” e membro da Copsec do Sescap/PR.

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Quanto Tempo é Necessário para Atender um Cliente?

por Gilmar Duarte da Silva

Saiba qual é a média de tempo destinado para prestar serviços de contabilidade para um cliente e ateste a sua eficiência.

A cada reunião que participo da Comissão de Precificação do Serviços Contábeis (Copsec) do Sescap/PR sinto-me renovado e assim aconteceu no encontro realizado nesta última sexta-feira na cidade de Cascavel/PR. O grande empenho de todos os membros para contribuir com o crescimento e a valorização da classe contábil é por demais animador. 

A pauta estava recheada de temas instigantes, em breve será divulgada a ata pela entidade, mas destaco o firme propósito de um seminário de precificação, que deverá acontecer entre o final deste ano e início de 2015 que certamente será um marco na valorização da categoria. 

O segundo e último destaque que faço, pois somente desejo despertar o interesse para a leitura da ata no formato de artigo, é a iniciativa de comparar o tempo investido para atender aos clientes, ao invés da tradicional pesquisa do honorário médio. 

Cada membro da Comissão compartilhou (três clientes) o tempo médio mensal investido para atender clientes com as seguintes características:

  • Optante pelo regime tributário do Simples Nacional;
  • Com 5 a 10 funcionários;
  • O faturamento médio mensal de R$ 60 mil;
  • No tempo deve estar incluso os serviços de escrituração fiscal, contabilidade, folha de pagamento e serviços acessórios rotineiros. 

Naturalmente que o resultado final pode servir de parâmetro para sabermos da eficiência da nossa empresa. Certamente que estes números ainda possuem uma base pequena e por isso há o desejo de investir numa pesquisa maior e que contribuirá de forma mais significativa. 

Somente para aguçar o seu interesse por este método de precificação, ou seja, o tempo investido, digo que para o atender um cliente com 7 funcionários, faturamento de R$ 55 mil e com as demais informações já fornecidas acima o tempo médio empregado foi de quase 11 horas. 

Você já tem o controle do tempo investidos em seus clientes? Parabéns aos que já fazem uso desta metodologia e proponho que compare o tempo aplicado. Aos que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer as vantagens ao medir o tempo destinado para atender aos clientes sugiro que busque informações e comece o mais rapidamente possível. 

Sugira ao seu sindicato para fazer como o Sescap/PR que investe nos associados para viabilizar a maximização da rentabilidade de seus representados. Uma proposta pode ser a formação da comissão de precificação. 

Gilmar Duarte da Silva é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor do livro “Honorários Contábeis” e membro da Copsec do Sescap/PR.

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Líderes antigos e acomodados ou jovens sedentos por mudança?

O raio-X das empresas contábeis no Brasil revelado pela PNEC demonstra que o setor carece de verdadeira atenção de seus representantes. No entanto, a impressão que fica é que estes líderes estão noutro mundo de preocupações.

Basta acessar os diversos blogs na internet para constatar o clamor dos contadores por auxílio daqueles que ocupam cargos de representantes da classe, mas seus anseios ficam sem respostas e ações.

Nesta semana pude ler diversas mensagens desencontradas conclamando a interferência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Conselho Regional de Contabilidade (CRC) ou qualquer outro órgão que promova algum evento para debater as dificuldades da classe, especialmente financeiras, para juntos encontrar soluções para honorários mais justos capazes de viabilizar a prestação de serviços com mais qualidade.

Infelizmente o que vemos são honorários cada vez mais achatados para tentar manter o cliente, atitude que piora ainda mais o mercado, pois sem recursos é impossível investir no negócio, baixando de vez o padrão do serviço.

A Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC) revelou claramente a situação acima exposta, ou seja, os salários dos colaboradores tiveram que ser aumentados para que os clientes e as empresas de softwares não os tomem.

Hoje o custo médio de um colaborador está acima de R$ 2 mil (é um resultado para comemorar, não fossem os baixos honorários). O honorário médio pago pelos clientes é R$ 562,52, o que obriga a existência de uma vasta carteira de clientes.

As empresas contábeis são formadas, em média, por nove colaboradores e 80 clientes, então cada colaborador é responsável por praticamente 10 empresas.

Mesmo assim o faturamento caiu, na afirmação de 33% dos que responderam a PNEC. O pior é que o lucro líquido também baixou, segundo 44% dos empresários contábeis que colaboraram com a pesquisa. E como está a inadimplência, as contas vencidas há mais de 30 dias divididas pelo faturamento de um mês? Este é outro assunto que descabela os empresários contábeis. Vejam que os cheques sem fundos em março atingiram o patamar de 2,21%, segundo a Serasa Experian, e isto tem assustado. As empresas de contabilidade, que muitas vezes são as últimas a serem lembradas de pagar, têm experimentado quase 11% de inadimplência.

A classe contábil no Brasil é expressiva – são quase 500 mil contabilistas e mais de 80 mil empresas de contabilidade -, formada na maioria por jovens com idade média de 29 anos, 57% graduados e 64% dos profissionais são do sexo feminino.

Estes ingredientes todos estão fazendo a “água borbulhar” e irão eclodir para se adequar aos novos tempos. O primeiro deles será a substituição dos líderes antigos e acomodados por jovens sedentos por mudanças.

Vamos substituir nossos representantes, que se encontram desmotivados, por pessoas trabalhadoras e comprometidas com a base da classe contábil?

Gilmar Duarte da Silva é empresário contábil, palestrante e autor do livro “Honorários contábeis. Uma solução baseada no estudo do tempo aplicado”.

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Notícias e Enfoques

Resultados da Pesquisa de Empresas Contábeis

Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC) revela informações importantes

Conhecer a realidade do mercado é fundamental para o crescimento, inclusive porque as dificuldades detectadas podem ser superadas com a união do grupo. A PNEC cumpre seu objetivo e revela informações importantes das empresas contábeis.

A Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC) teve início no segundo semestre de 2013 com o especial apoio da Comissão de Precificação das Empresas Contábeis (Copsec) e foi encerrada em março de 2014. Contou com a participação de 191 empresas espalhadas por todo o Brasil que, voluntariamente, responderam aos 26 questionamentos. Esta pesquisa não tem cunho científico, mas cumpre o propósito de colaborar na construção do conhecimento.

Participaram da pesquisa 24 Estados, mas a concentração (69%) ficou no Paraná, com 28%, em Santa Catarina, com 23%, São Paulo com 11% e em Minas Gerais, com 7%. O sucesso no Paraná e Santa Catarina deve-se ao apoio do Sescap/PR e do CRC/SC.

O faturamento bruto anual das 179 empresas contábeis que responderam a este quesito totalizou mais de R$ 85 milhões, podendo-se afirmar que o número é expressivo para a análise desta atividade.

A seguir descreveremos os números revelados pelos empresários contábeis e que podem dar um norte à classe. Salientamos que houve perguntas que deixaram de ser respondidas pela totalidade dos empresários, então em cada um dos itens a ser apresentado será mostrado entre parênteses o percentual de respostas que validam em relação ao universo, que é de 191.

1)      O faturamento médio mensal das empresas (94%) é R$ 39.868,45;

2)      O custo médio mensal da folha de pagamento por empresa é R$ 22.113,64 (86%):

  1. O salário, encargos sociais e benefícios médios pagos por funcionário são de R$ 2.185,42 (73%);
  2. A folha de pagamento, com todos os encargos e benefícios, representa 45,23% do faturamento bruto (73%). Este valor não inclui o pró-labore;

3)      Na média, cada organização emprega 8,7 funcionários (98%);

4)      A receita bruta mensal por colaborador é R$ 5.088,58 (79%);

5)      O faturamento médio mensal por cliente é R$ 562,52 (91%);

6)      A idade média dos funcionários é 28,8 anos (83%);

7)      O sexo feminino representa 64% dos funcionários (83%);

8)      57% dos funcionários possuem a graduação (82%);

9)      Em média, os funcionários das empresas contábeis trabalham 40,5 horas por semana (81%);

10)  A idade média das empresas contábeis é 13,6 anos (83%);

11)  As organizações são compostas por 1,9 sócios em média (98%);

12)  As empresas contábeis possuem, em média, 77,9 clientes ativos (96%);

13)   67% das organizações contábeis afirmaram que o faturamento de 2013 aumentou em relação aos últimos cinco anos (93%);

14)  Apenas 56% das empresas afirmaram que o lucro líquido de 2013 também cresceu se comparado aos últimos cinco anos;

15)  41% dos sócios informaram possuir outra atividade econômica além da profissão contábil (92%);

16)  Os gastos fixos representam 22% do faturamento (84%);

17)  O lucro líquido é de 26% do faturamento bruto (83%);

18)  A inadimplência é de 10,8% sobre o faturamento de um mês (84%). Chamamos a atenção que este número é o resultado do somatório das contas a receber vencidas há mais de 30 dias, mas não perdidas, dividido pelo faturamento médio mensal;

19)  O controle do tempo nas tarefas já é praticado de alguma forma por 28% das empresas entrevistadas (91%);

20)  Apenas 6% das organizações conhecem o lucro ou prejuízo que cada cliente gera no processo da prestação dos serviços contábeis (83%)

21)  O livro “Honorários Contábeis” é conhecido por 39% dos entrevistados e 11% já o leram (92%)

22)  São 43 softwares utilizados pelas 182 empresas contábeis que responderam à esta questão e a nota média atribuída foi 8,1(em que a máxima era 10). Um software é utilizado por 49% das empresas.

Compare as informações acima, obtidas graças ao empenho de empresários contábeis abnegados e dispostos a contribuir com o crescimento da classe, com o desempenho médio da sua empresa e verifique onde está bem e em que é preciso melhorar.

Se você não participou desta primeira pesquisa esperamos tê-lo na próxima, que deverá ser realizada em breve, para juntos traçarmos o perfil das empresas contábeis no Brasil com maior precisão.

Aos que desejarem mais informações da PNEC favor enviar solicitação pelo e-mail gilmarduarte@dygran.com.br.

Gilmar Duarte da Silva é empresário contábil, palestrante e autor do livro “Honorários contábeis. Uma solução baseada no estudo do tempo aplicado”.

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